O que é análise de vibração?

Resposta rápida

Análise de vibração É o processo de medir e interpretar as oscilações mecânicas de máquinas rotativas para diagnosticar falhas sem desmontagem. Utilizando FFT (Transformada Rápida de Fourier), o sinal de vibração complexo é decomposto em componentes de frequência individuais. Cada falha produz uma "impressão digital" espectral característica: desequilíbrio a 1× RPM, desalinhamento Em 2×, folga como múltiplos harmónicos, defeitos de rolamento em frequências não síncronas. O Balanset-1A Realiza tanto o balanceamento como a análise de espectro num único instrumento portátil.

Every rotating machine vibrates. In a healthy machine, vibration is low and stable — its normal "operating signature." As defects develop, vibration changes in predictable ways. By measuring and analyzing these changes, we can identify the root cause, predict failure, and schedule maintenance before catastrophic breakdown. This is the foundation of manutenção preditiva.

FFT: O Núcleo da Análise Espectral

Um sensor de vibração (acelerómetro) converte a oscilação mecânica num sinal elétrico. Exibido ao longo do tempo, este é o forma de onda — uma curva complexa e aparentemente caótica quando há múltiplas falhas. A FFT (Transformada Rápida de Fourier) decompõe este sinal complexo em componentes sinusoidais individuais, cada um com a sua própria frequência e amplitude.

Think of FFT as a prism splitting white light into a rainbow. The complex waveform is "white light" — FFT reveals the individual "colors" (frequencies) hidden inside. The result is the espetro de vibração — a principal ferramenta de diagnóstico.

Frequência de rotação
f₁ₓ = RPM / 60 (Hz)
1× = frequência de rotação do eixo — a referência para toda a análise espectral

Parâmetros-chave do espectro

  • Frequência (eixo X, Hz): Com que frequência ocorrem as oscilações. Diretamente relacionado com a fonte. 1× = velocidade do veio. 2× = o dobro da velocidade do veio.
  • Amplitude (eixo Y, mm/s RMS): Intensidade da vibração em cada frequência. Picos mais altos = mais energia = condição mais severa.
  • Harmónicos: Múltiplos inteiros da fundamental: 2× (2.ª), 3× (3.ª), 4×, etc. A sua presença e altura relativa contêm informação de diagnóstico.
  • Fase (°): Relação temporal em diferentes pontos de medição. Essencial para distinguir desequilíbrio (em fase) de desalinhamento (180°).

Unidades de Medição de Vibração: Deslocamento, Velocidade, Aceleração

Vibration can be measured as three different physical parameters. Each emphasizes different frequency ranges, making them suited to different diagnostic tasks. Understanding when to use which parameter is fundamental to effective analysis.

📏 Deslocamento

µm (pico a pico) ou mil
Melhor alcance: 1-100 Hz

Mede como distante the surface moves. Emphasizes low frequencies — ideal for slow-speed machines, shaft orbit analysis, and proximity probes on journal bearings. 1 mil = 25.4 µm.

📈 Velocidade

mm/s (RMS)
Melhor alcance: 10-1000 Hz

Mede como rápido A superfície move-se. parâmetro padrão Para monitorização geral de máquinas conforme a norma ISO 10816. A resposta de frequência plana atribui igual importância à maioria dos tipos de falha. O Balanset-1A mede em mm/s RMS.

💥 Aceleração

m/s² ou g (RMS/pico)
Melhor alcance: 500 Hz – 20 kHz

Mede o força of vibration. Emphasizes high frequencies — ideal for early bearing defects, gear mesh, and impacts. 1 g = 9.80665 m/s². Used for envelope/demodulation analysis.

Quando usar cada parâmetro
ParâmetroUnidadeFaixa de frequênciaMelhor paraPadrões
Deslocamentoµm pico a pico1-100 HzMáquinas lentas (< 600 RPM), órbita do eixo, sensores de proximidade, mancais de deslizamento (reference — not measured by the Balanset-1A)ISO 7919 (vibração do eixo)
Velocidademm/s RMS10-1000 HzMonitorização geral de máquinas — desequilíbrio, desalinhamento, folga. Parâmetro padrão. The Balanset-1A's native (and only) parameter.ISO 10816, ISO 20816
Aceleraçãog ou m/s² RMS500 Hz – 20 kHzDefeitos prematuros em rolamentos, engrenamento, impactos, máquinas de alta velocidade (reference — not measured by the Balanset-1A)ISO 15242 (vibração de rolamentos)
Conversão a uma única frequência
v = 2πf · d | a = 2πf · v = (2πf)² · d
d = displacement (m), v = velocity (m/s), a = acceleration (m/s²), f = frequency (Hz). All quantities must use the same amplitude convention (all peak, all peak-to-peak, or all RMS) — mixing peak-to-peak displacement with RMS velocity introduces a ~2.8× error.
💡 Regra prática

Se tiver apenas um sensor e um parâmetro para escolher — Selecione a velocidade (mm/s RMS). Abrange a mais ampla gama de falhas comuns com resposta plana. O Balanset-1A utiliza este como parâmetro nativo. Adicione a medição de aceleração apenas quando precisar detetar defeitos em fase inicial de rolamentos ou engrenagens a altas frequências.

Técnica de medição com Balanset-1A

📋 Balanset-1A Measurement Specification

The Balanset-1A measures vibration velocity, mm/s RMS (0.2–80 mm/s). Measurement band: 5-1000 Hz; the sensor is flat within ±10% up to ~550 Hz, with display-only roll-off compensation above that. The on-screen spectrum ("Spectrum, Hz" setting) extends to 8 kHz — a display range, not a measurement-accuracy claim. There are no displacement or acceleration modes and no envelope/demodulation — the sections on acceleration, envelope analysis, and cavitation below are reference material.

Posicionamento do sensor

A qualidade do diagnóstico depende inteiramente da qualidade da medição. As forças de vibração são transmitidas pelos rolamentos, portanto, os sensores devem ser montados nas caixas dos rolamentos — o mais próximo possível do rolamento, na estrutura de suporte de carga (não nas tampas ou aletas de refrigeração).

  • Preparação da superfície: Superfície limpa, plana e sem lascas de tinta. A base magnética deve assentar completamente em contacto com a superfície.
  • Radial horizontal (H): Perpendicular ao eixo, plano horizontal. Geralmente de maior amplitude.
  • Radial vertical (V): Perpendicular ao eixo, plano vertical.
  • Axial (A): Paralelo ao eixo. Crítico para detetar desalinhamentos.
💡 Truque de diagnóstico de dois canais

O Balanset-1A possui 2 canais. Para diagnóstico, monte ambos os sensores no... mesmo bearing — one radial, one axial. This gives simultaneous radial + axial spectra, enabling instant misalignment detection.

Modos de diagnóstico do Balanset-1A

  • F8 — Charts → "F5-Spectrum (Hz)" tab: Full FFT spectrum display. The primary diagnostic mode. The other Charts tabs — F2-Overall, F3-1x, F4-Harmonics (1x..Nx), and F6-Orbit — cover overall vibration, 1× tracking, harmonic patterns, and shaft orbit.
  • F5 — Vibration Meter: Avaliação rápida. Compare V1s (RMS total) com V1o (1×). Se V1s ≈ V1o → desequilíbrio. Se V1s ≫ V1o → outras falhas.
  • F6 — Reports: Measurement archive and HTML reports — use it to store baselines.
  • F9 — Route Inspection: Guided measurement routes with trend zones per ISO 10816-1 — for regular monitoring rounds.
⚠️ V1s vs. V1o — O primeiro teste de diagnóstico

Antes de balancear, compare V1s com V1o. Se V1s ≫ V1o (por exemplo, 8 vs. 2 mm/s), a maior parte da vibração NÃO é causada por desequilíbrio. O balanceamento não resolverá o problema — examine todo o espectro.

Análise de Fase — O Diferenciador de Diagnóstico

A frequência indica-lhe o que está a vibrar; a fase diz-lhe como. Two faults can produce identical spectra (both dominated by 1×) — only phase analysis distinguishes them. Phase is the angular relationship between vibration at different measurement points, measured in degrees (0°–360°).

🧭 Fase → Tabela de Referência de Diagnóstico
Relação de FasePontos de mediçãoDiagnósticoExplicação
0° (em fase)Rolamento 1 ↔ Rolamento 2 (radial)Desequilíbrio estáticoBoth bearings move together in sync — single heavy spot in center of rotor. Single-plane correction.
~180° (em antifase)Rolamento 1 ↔ Rolamento 2 (radial)Desequilíbrio dinâmico (de par)Os rolamentos oscilam em oposição — dois pontos pesados em planos diferentes criam um binário oscilante. É necessária uma correção em dois planos.
~90°Horizontal ↔ Vertical (mesmo mancal)Desequilíbrio (qualquer tipo)Normal para desequilíbrio — o vetor de força gira com o eixo, produzindo um ângulo de aproximadamente 90° entre H e V no mesmo ponto.
~180°Através do acoplamento (radial)Desalinhamento paraleloAs forças de acoplamento empurram os eixos em direções radiais opostas. Um desfasamento de 180° no acoplamento com elevada amplitude a 2× é a assinatura característica.
~180°Através do acoplamento (axial)Desalinhamento angularOs eixos alternam entre empurrar e puxar axialmente. Um desfasamento axial de 180° através do acoplamento com 1× e 2× elevados é definitivo.
Através do acoplamento (axial)Não é desalinhamento.Ambos os lados a mover-se na mesma direção axial — provavelmente expansão térmica, tensão na tubagem ou pé mole. Não se trata de desalinhamento angular.
Errático/instávelQuaisquer pontos consistentesFolga mecânicaAs leituras de fase saltam aleatoriamente entre as medições — característica de impactos em juntas frouxas. Fase instável = folga.
A derivar lentamenteEm qualquer ponto, ao longo do tempo.Ressonância ou efeitos térmicosA mudança gradual de fase durante o aquecimento sugere que a rigidez estrutural está a mudar com a temperatura (desalinhamento térmico).
Consistente, não 0/180°Rolamento 1 ↔ Rolamento 2Desequilíbrio combinado estático + de parUma fase entre 0° e 180° indica uma mistura de componentes estáticos e de binário — requer balanceamento em dois planos.
💡 Medição de fase com Balanset-1A

The Balanset-1A displays phase at 1× (the F1° reading in vibrometer mode) using the tachometer as reference. To compare phase between two bearings, measure each bearing in the same direction (e.g., horizontal) with the tachometer on the same reference mark. The difference in phase readings reveals the fault type. No special software needed — just subtract the two readings.

Falha 1: Desequilíbrio

Causa: Center of mass displaced from rotation axis. Manufacturing tolerances, deposit buildup, erosion, broken blade, lost weight.

Espetro: Dominant peak at exactly 1× RPM. Very low harmonics. Radial vibration. The unbalance força grows with speed²; vibration amplitude rises with speed, with the exact relationship depending on proximity to resonance. Phase is stable and repeatable.

Desequilíbrio Estático (Plano Único)

Pico puro de 1×, forma de onda sinusoidal. Ambos os mancais em fase. Correção de plano único.

Desequilíbrio estático — dominante 1× a 25 Hz (1500 RPM). Harmónicos mínimos.

Desequilíbrio dinâmico (dois planos / par)

Também dominante em 1×, mas com os rolamentos desfasados em cerca de 180°. Correção em dois planos necessária.

Desequilíbrio dinâmico — 1× dominante. Espectro semelhante ao estático, mas a fase difere nos mancais.

Ação: Executar balanceamento do rotor com o Balanset-1A. Tolerância de grau G por ISO 1940-1.

Falha 2: Desalinhamento do eixo

Causa: Os eixos de veios acoplados não coincidem. Podem ser paralelos (deslocados) ou angulares (inclinados), geralmente ambos.

Desalinhamento paralelo (radial)

Altos valores de 1× e 2× na direção radial. 2× frequentemente ≥ 1×. Desfasagem de 180° no acoplamento.

Desalinhamento paralelo — direção radial. Forte 1× e 2× com leve 3×.

Desalinhamento angular — Radial

1× and 2× both present in the radial direction — either may dominate, so the radial spectrum alone is not conclusive. The axial measurement decides.

Angular misalignment — radial (R). Both 1× and 2× elevated (2× > 1× in this example).

Desalinhamento angular — Axial

Axial vibration ≥ 50% of radial, typically dominated by 1× with elevated 2× and 3×. 180° phase across coupling in axial. This is the key distinguishing measurement.

Angular misalignment — axial (A). Dominant 1× with strong 2× and 3× in the axial direction.

Ação: O balanceamento NÃO ajudará. Pare a máquina e faça o alinhamento do eixo. Verifique novamente a vibração depois.

Falha 3: Afrouxamento mecânico

Causa: Perda de rigidez estrutural — parafusos soltos, rachaduras na fundação, assentos dos rolamentos desgastados, folgas excessivas.

Folga dos componentes

"Floresta" de harmónicos — 1×, 2×, 3×, 4×… até 10×+ com amplitude decrescente. Pode apresentar sub-harmónicos de 0,5×.

Component looseness — many harmonics 1× through 10×. Note the subharmonic in the 0.4–0.5× region.

Folga estrutural

Dominância em 1× e/ou 2×. Poucos harmónicos superiores. Forte vibração vertical.

Soltura estrutural — predominância de 1× e 2×. Harmónicos superiores mínimos.

Ação: Inspecione e aperte os parafusos de fixação. Verifique a base. Sempre verifique se há folga. antes de equilibragem.

Falha 4: Defeitos nos rolamentos

Causa: Presença de corrosão por pite, lascamento e desgaste nas pistas de rolamento, nos elementos rolantes ou na gaiola.

Frequências de defeitos em rolamentos
BPFO = (n/2)(1 − Bd/Pd·cos α) · fs
BPFI = (n/2)(1 + Bd/Pd·cos α) · fs
BSF = (Pd/2Bd)(1 - (Bd/Pd·cos α)²) · fs
FTF = ½(1 − Bd/Pd·cos α) · fs
n = elementos rolantes | Bd = diâmetro da esfera | Pd = diâmetro do passo | α = ângulo de contacto | fs = RPM/60

Defeito da pista externa (BPFO)

Série de picos em BPFO, 2×BPFO, 3×BPFO… Sem bandas laterais 1× (anel estacionário). Falha mais comum em rolamentos.

Defeito na pista externa — harmónicos BPFO em frequências não síncronas. Sem bandas laterais.

Defeito da Pista Interior (BPFI)

Harmónicos BPFI com bandas laterais de ±1× (anel rotativo, modulação da zona de carga). O padrão da banda lateral é o principal identificador.

Defeito na pista interior — harmónicos BPFI com bandas laterais de ±1× (picos menores flanqueando os picos principais).

Defeito de elemento rolante (BSF)

Harmónicos BSF. 2×BSF frequentemente dominante. Não síncronos. Frequentemente acompanhados por danos na pista.

Defeito no elemento rolante — harmónicos BSF. Observe que 2×BSF é o valor mais alto (dano em dois elementos).

Defeito na gaiola (FTF)

Sub-synchronous fundamental (FTF ≈ 0.4× shaft speed); its harmonics may extend above 1×. Low frequency. Often accompanies other bearing damage.

Cage defect — the FTF fundamental is sub-synchronous (below 1×); its harmonics can extend above 1× shaft speed.
Progressão de Defeitos em Rolamentos (4 Fases)

Estágio 1 — Subsuperfície: Ultrasonic / acoustic-emission zone (roughly 20–60 kHz). Not visible on standard FFT. Detectable by spike energy / enveloping.

Estágio 2 — Defeito inicial: Impacts ring the bearing's natural frequencies (roughly 500–2000 Hz); discrete defect frequencies (BPFO, BPFI) appear at low amplitude toward the end of this stage. The Balanset-1A reliably picks up the discrete defect frequencies (tens to hundreds of Hz) from late Stage 2 onward.

Estágio 3 — Progressivo: Múltiplos harmónicos. As bandas laterais desenvolvem-se. O nível de ruído aumenta.

Estágio 4 — Avançado: Ruído de banda larga. As frequências de rolamento podem desaparecer no ruído. Substituição urgente.

Análise de Envoltória (Desmodulação) — Detecção Precoce de Defeitos em Rolamentos

Standard FFT spectrum analysis detects bearing defects from late Stage 2 onward. Before that, bearing impacts are too weak — and too high in frequency — to appear above the noise floor. Análise de envelope (também chamada de demodulação ou detecção de alta frequência, HFD) estende a detecção a fases muito mais precoces.

Como funciona

Quando um elemento rolante atinge um defeito, gera um breve pulso de impacto que excita ressonâncias estruturais de alta frequência (tipicamente de 5 a 20 kHz). Estas ressonâncias "ressoam" brevemente a cada impacto. A análise de envelope funciona em três etapas:

  1. Filtro passa-banda: Isole a faixa de ressonância de alta frequência (por exemplo, 5–15 kHz) onde os impactos reverberam.
  2. Retificar e envolvente: Extraia o padrão de modulação de amplitude — o "envelope" que segue os picos da oscilação.
  3. FFT do envelope: Aplique a FFT ao sinal do envelope. O resultado mostra o taxa de repetição de impactos — o que equivale às frequências de defeitos nos rolamentos (BPFO, BPFI, BSF, FTF).
Por que o Envelope detecta mais cedo

No espectro bruto, um impacto fraco no BPFO pode produzir 0,1 mm/s — invisível em meio ao ruído da máquina de 2 mm/s. Mas esse mesmo impacto excita uma ressonância em 8 kHz, onde não há outra fonte de vibração. Após a demodulação, o padrão de repetição do BPFO emerge claramente de um fundo limpo.

Parâmetros relacionados

  • Energia de pico (SE): Medição geral da energia de impacto de alta frequência. Valor de tendência escalar. Útil para triagem "aprovado/reprovado".
  • gSE / HFD / PeakVue: Nomes específicos do fornecedor para parâmetros derivados do envelope. Todos baseados no mesmo princípio.
  • Envolvente de aceleração: The Balanset-1A measures in velocity (mm/s). For full envelope analysis, a dedicated analyzer with acceleration input and band-pass filtering capability is ideal. However, the Balanset-1A's FFT can still detect discrete bearing defect frequencies effectively in the standard velocity spectrum from late Stage 2 onward.
Espectro de envoltória do defeito na pista interna — os harmónicos BPFI emergem claramente do sinal de alta frequência desmodulado. Compare com o espectro de velocidade bruto, onde estes podem estar ocultos no ruído.

Ação: Verificar lubrificação. Planear a substituição dos rolamentos. Aumentar a frequência de monitorização.

Falha 5: Defeitos na engrenagem

Causa: Dentes desgastados, corroídos ou quebrados. Excentricidade da engrenagem. GMF = número de dentes × RPM do eixo / 60.

Excentricidade da engrenagem

GMF com bandas laterais a ±1× da velocidade do eixo. O 1× da engrenagem também pode ser elevado.

Excentricidade da engrenagem — GMF a 500 Hz com bandas laterais de ±1×. Elevada em 1×.

Desgaste/danos nos dentes da engrenagem

Múltiplos harmónicos GMF com bandas laterais densas. A intensidade acompanha a contagem e a amplitude das bandas laterais.

Desgaste da engrenagem — GMF e 2×GMF com múltiplas bandas laterais em intervalos de 1×.

Ação: Verifique se há partículas metálicas no óleo da caixa de engrenagens. Agende uma inspeção. Monitorize a tendência da banda lateral GMF.

Fault 6: Electrical Faults (Motors)

Falhas eletromagnéticas produzem vibração em 2× frequência da linha (100 Hz em redes de 50 Hz, 120 Hz em redes de 60 Hz). Teste crítico: a vibração desaparece. imediatamente Quando há um corte de energia, as falhas mecânicas dissipam-se gradualmente.

  • Excentricidade do estator: 2× frequência da linha, amplitude constante.
  • Defeitos na barra do rotor: Sidebands around 1× running speed spaced at the pole-pass frequency (slip × number of poles — typically 0.5–2 Hz, so fine frequency resolution is needed to separate them). A rotor bar pass frequency (number of bars × shaft speed) with 2× line frequency sidebands may also appear.
  • Pé macio: A vibração muda quando os pés individuais do motor são afrouxados.

Falha 7: Problemas na transmissão por correia

Causa: Correias desgastadas, desalinhadas ou com tensão inadequada. As transmissões por correia geram vibração no frequência de passagem da correia, que normalmente é uma frequência subsíncrona (abaixo de 1× a velocidade do eixo), visto que a correia é mais longa que a circunferência da polia.

Frequência da correia
fcorreia = (π · D · RPM) / (60 · L)
D = diâmetro da polia (m) | L = comprimento da correia (m) | RPM = velocidade da polia

Assinaturas de cinto comuns

  • Desgaste/defeito da correia: Picos na frequência da correia (fcorreia) e os seus harmónicos (2×, 3×, 4× fcorreia). The fundamental appears below 1× shaft speed — a sub-synchronous peak is the key indicator; higher harmonics can extend above 1×.
  • Desalinhamento da correia: Vibração axial elevada a 1× e 2× da velocidade do eixo. Semelhante ao desalinhamento do eixo, mas restrita à máquina acionada por correia.
  • Tensão inadequada: Vibração elevada (1×) que varia drasticamente com o ajuste da tensão da correia. Correias muito apertadas aumentam a carga nos rolamentos; correias frouxas causam batimentos e picos na frequência da correia.
  • Ressonância: A frequência natural da correia ("flutter" da correia) pode ser excitada se a ressonância do vão da correia coincidir com a velocidade de operação. É visível como um pico amplo na frequência natural da correia.
Belt drive defect — belt frequency fundamental is sub-synchronous; its harmonics extend up to and above 1× shaft speed (25 Hz).

Ação: Verifique o estado da correia, a tensão e o alinhamento da polia. Substitua as correias desgastadas. Para problemas recorrentes, verifique o alinhamento da polia com uma ferramenta a laser ou uma régua.

Falha 8: Cavitação da bomba

Causa: As bolhas de vapor formam-se e colapsam violentamente quando a pressão local desce abaixo da pressão de vapor do líquido — tipicamente na aspiração da bomba. Cada colapso de bolha cria um microimpacto. Milhares de colapsos por segundo geram um ruído característico de banda larga.

Assinatura Espectral

  • Broadband energy: Unlike mechanical faults (which produce discrete peaks), cavitation generates a raised, irregular noise floor spread across a broad frequency band — in the chart below, from roughly 200 Hz up to the edge of the displayed range. The spectrum looks like a "hump" or elevated plateau rather than sharp peaks.
  • Aleatório, não periódico: Sem harmónicos, sem relação com a velocidade do veio. O ruído soa como "cascalho" ou "crepitações" — audível mesmo sem instrumentos.
  • Efeitos de baixa frequência: A cavitação severa também pode causar instabilidade em 1× e ruído de banda larga de baixa frequência devido à turbulência do fluxo.
Cavitação da bomba — ruído de banda larga de alta frequência (nível elevado acima de 200 Hz). Sem picos discretos — contraste com defeitos em rolamentos, que apresentam frequências específicas.

Ação: Aumente a pressão de sucção (baixe a bomba, abra a válvula de sucção, reduza as perdas na tubagem de sucção). Verifique o NPSH.disponível vs. NPSHobrigatório. Reduza a velocidade da bomba, se possível. A cavitação causa danos por erosão rápida — não a ignore.

Falha 9: Redemoinho e chicoteamento de óleo (Mancais de deslizamento)

Causa: Fluid-film instability in journal (sleeve) bearings. The oil film wedge forces the shaft to orbit within the bearing clearance at a sub-synchronous frequency. This is distinct from rolling element bearing defects and occurs only in plain/journal bearings. Shaft orbit display — the F8 — Charts → F6-Orbit tab on the Balanset-1A — is the classic way to watch journal-bearing behavior.

Redemoinho de óleo

  • Frequência: Aproximadamente 0,42× a 0,48× velocidade do eixo (frequentemente citada como ~0,43×). Este é um pico sub-síncrono que acompanha a velocidade do eixo — se a RPM aumenta, a frequência de precessão aumenta proporcionalmente.
  • Espetro: Um único pico em torno de 0,43× que se desloca com a velocidade. A amplitude pode ser moderada.
  • Estado: Precursor do chicote de óleo. Geralmente não é imediatamente destrutivo, mas indica instabilidade.

Chicote de óleo

  • Frequência: Trava primeiro no rotor frequência natural (velocidade crítica). Ao contrário do whirl, ele NÃO acompanha a velocidade do eixo — a frequência permanece constante conforme a RPM muda.
  • Espetro: Pico sub-síncrono acentuado na primeira velocidade crítica do rotor. A amplitude pode ser muito alta — destrutiva.
  • Estado: Perigoso. É necessária uma ação imediata. Pode causar a destruição do rolamento e danos no eixo.
Turbilhão de óleo — pico sub-síncrono em ~0,43× a velocidade do eixo (≈ 10,7 Hz para 1500 RPM). Distinto da folga de 0,5×.
⚠️ Redemoinho de óleo vs. folga — Como distinguir

Ambos produzem picos sub-síncronos, mas: Redemoinho de óleo sits at ~0.42–0.48× (not an exact half-order), while frouxidão generates peaks at exactly 0.5×, 1.5×, 2.5× — precise half-order fractions. Both follow shaft speed as it changes; the one that does não track speed is chicote de óleo, which locks onto the rotor's first critical frequency. Oil whirl only occurs in journal/sleeve bearings — if the machine has rolling element bearings, it cannot be oil whirl.

Ação: Para vorticidade de óleo (oil whirl): verifique a folga do mancal, a viscosidade do óleo e a carga. Aumente a carga no mancal ou altere a viscosidade do óleo. Para chicoteamento de óleo (oil whip): reduzir a velocidade imediatamente abaixo do limite crítico. Consulte um especialista em dinâmica de rotores.

ISO 10816 Vibration Severity — Classification Table

ISO 10816-1 (the general part of the ISO 10816 series, superseded by ISO 20816 but still widely referenced) defines vibration severity zones for four machine classes. Vibration is measured as velocity in mm/s RMS on bearing housings. The table below shows all zone boundaries for all four classes — use it as a quick reference when evaluating measurements. Note that ISO 10816-3 (now ISO 20816-3), which covers industrial machines above 15 kW running at 120–15,000 RPM, uses a different scheme — two machine groups with rigid or flexible support classes — rather than the Classes I–IV shown here.

📋 Zonas de severidade de vibração ISO 10816-1 — Classes de máquinas I–IV (mm/s RMS)
Classe de máquina Zona A
Bom
Zona B
Aceitável
Zona C
Alerta
Zona D
Perigo
Classe I
Máquinas pequenas ≤ 15 kW
(bombas, ventiladores, compressores)
≤ 0,71 0,71 – 1,8 1,8 – 4,5 > 4,5
Classe II
Máquinas médias de 15 a 75 kW
(sem fundação especial)
≤ 1,12 1,12 – 2,8 2,8 – 7,1 > 7,1
Classe III
Máquinas de grande porte > 75 kW
(fundação rígida)
≤ 1,8 1,8 – 4,5 4,5 – 11,2 > 11,2
Classe IV
Máquinas de grande porte > 75 kW
(fundação flexível, por exemplo, estrutura de aço)
≤ 2,8 2,8 – 7,1 7,1 – 18 > 18
📌 Como usar esta tabela

Passo 1: Determine a classe da sua máquina pela potência e pelo tipo de fundação.
Passo 2: Meça a velocidade de vibração total (mm/s RMS) em cada alojamento do rolamento na direção radial.
Passo 3: Encontre a zona. Zona A = recém-comissionado ou excelente. Zona B = operação irrestrita a longo prazo. Zona C = aceitável apenas por períodos limitados — manutenção programada. Zona D = Estão a ocorrer danos — pare a máquina o mais rapidamente possível.

Lembrar: As tendências importam mais do que os valores absolutos. A machine running at 2.4 mm/s (Zone B for Class II) that was previously at 1.2 mm/s has doubled — investigate the cause even though it's still "acceptable." The Balanset-1A's vibrometer mode (F5) displays overall velocity V1s for instant zone assessment.

⚠️ ISO 10816 vs. ISO 20816

A norma ISO 10816 foi formalmente substituída pela ISO 20816 (publicada entre 2016 e 2022). Os limites das zonas permanecem semelhantes para a maioria dos tipos de máquinas, mas a ISO 20816 adiciona critérios de avaliação para deslocamento e expande as partes específicas para cada máquina. Na prática, os valores da ISO 10816 continuam a ser a referência padrão do sector. Tanto o Balanset-1A como a maioria dos programas de vibração industrial ainda utilizam as zonas da ISO 10816.

Da medição à monitorização

Análise de Tendências

Um único espectro é um instantâneo. O poder da análise de vibração é análise de tendências — acompanhar as mudanças ao longo do tempo.

  • Criar uma linha de base: Measure new or known-good equipment. Save spectra — the Balanset-1A's F6 — Reports archive stores measurements and HTML reports.
  • Estabelecer intervalos: Crítico: semanal. Padrão: mensal. Auxiliar: trimestral.
  • Garantir a repetibilidade: Mesmos pontos, mesmas direções, mesmas condições de operação.
  • Acompanhar alterações: Um aumento de 2× em relação ao valor de referência é significativo, mesmo na Zona ISO A.
  • Use measurement routes: The Balanset-1A's F9 — Route Inspection guides repeatable measurement rounds and trends readings against ISO 10816-1 zones.

Algoritmo de decisão

  1. Obtenha um espectro de qualidade (gráficos F8, radial + axial).
  2. Identifique o pico mais alto — este é o problema dominante.
  3. Correspondência com o tipo de falha:
    • 1× domina → Desequilíbrio → Equilibrar com Balanset-1A.
    • 2× domina + axial alto → Desalinhamento → Realinhar os eixos.
    • Muitos harmónicos → Folga → Inspecione e aperte.
    • Picos não síncronos → Rolamento → Planear a substituição.
    • GMF + bandas laterais → Engrenagem → Verificar óleo, inspecionar a caixa de engrenagens.
  4. Corrija primeiro a falha principal — os sintomas secundários geralmente desaparecem.

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