O que é análise de vibração?

Resposta rápida

Análise de vibração É o processo de medir e interpretar as oscilações mecânicas de máquinas rotativas para diagnosticar falhas sem desmontagem. Utilizando FFT (Transformada Rápida de Fourier), o sinal de vibração complexo é decomposto em componentes de frequência individuais. Cada falha produz uma "impressão digital" espectral característica: desequilíbrio a 1× RPM, desalinhamento Em 2×, folga como múltiplos harmónicos, defeitos de rolamento em frequências não síncronas. O Balanset-1A Realiza tanto o balanceamento como a análise de espectro num único instrumento portátil.

Toda a máquina rotativa vibra. Numa máquina saudável, a vibração é baixa e estável — a sua "assinatura de funcionamento" normal. À medida que os defeitos se desenvolvem, a vibração muda de formas previsíveis. Ao medir e analisar essas mudanças, podemos identificar a causa raiz, prever a falha e agendar a manutenção antes de uma avaria catastrófica. Esta é a base de manutenção preditiva.

FFT: O Núcleo da Análise Espectral

Um sensor de vibração (acelerómetro) converte a oscilação mecânica num sinal elétrico. Exibido ao longo do tempo, este é o forma de onda — uma curva complexa e aparentemente caótica quando há múltiplas falhas. A FFT (Transformada Rápida de Fourier) decompõe este sinal complexo em componentes sinusoidais individuais, cada um com a sua própria frequência e amplitude.

Pense na FFT como um prisma que decompõe a luz branca num arco-íris. A forma de onda complexa é "luz branca" — a FFT revela as "cores" (frequências) individuais escondidas lá dentro. O resultado é o espetro de vibração — a principal ferramenta de diagnóstico.

Frequência de rotação
f₁ₓ = RPM / 60 (Hz)
1× = frequência de rotação do eixo — a referência para toda a análise espectral

Parâmetros-chave do espectro

  • Frequência (eixo X, Hz): Com que frequência ocorrem as oscilações. Diretamente relacionado com a fonte. 1× = velocidade do veio. 2× = o dobro da velocidade do veio.
  • Amplitude (eixo Y, mm/s RMS): Intensidade da vibração em cada frequência. Picos mais altos = mais energia = condição mais severa.
  • Harmónicos: Múltiplos inteiros da fundamental: 2× (2.ª), 3× (3.ª), 4×, etc. A sua presença e altura relativa contêm informação de diagnóstico.
  • Fase (°): Relação temporal em diferentes pontos de medição. Essencial para distinguir desequilíbrio (em fase) de desalinhamento (180°).

Unidades de Medição de Vibração: Deslocamento, Velocidade, Aceleração

A vibração pode ser medida como três parâmetros físicos diferentes. Cada um enfatiza diferentes gamas de frequência, tornando-os adequados a diferentes tarefas de diagnóstico. Compreender quando utilizar cada parâmetro é fundamental para uma análise eficaz.

📏 Deslocamento

µm (pico a pico) ou mil
Melhor alcance: 1-100 Hz

Mede como distante a superfície se move. Realça as frequências baixas — ideal para máquinas de baixa velocidade, análise da órbita do veio e sondas de proximidade em chumaceiras de deslizamento. 1 mil = 25,4 µm.

📈 Velocidade

mm/s (RMS)
Melhor alcance: 10-1000 Hz

Mede como rápido A superfície move-se. parâmetro padrão Para monitorização geral de máquinas conforme a norma ISO 10816. A resposta de frequência plana atribui igual importância à maioria dos tipos de falha. O Balanset-1A mede em mm/s RMS.

💥 Aceleração

m/s² ou g (RMS/pico)
Melhor alcance: 500 Hz – 20 kHz

Mede o força da vibração. Realça as frequências altas — ideal para defeitos precoces de rolamentos, engrenamento de engrenagens e impactos. 1 g = 9,80665 m/s². Utilizado para análise de envolvente/demodulação.

Quando usar cada parâmetro
ParâmetroUnidadeFaixa de frequênciaMelhor paraPadrões
Deslocamentoµm pico a pico1-100 HzMáquinas lentas (< 600 RPM), órbita do eixo, sensores de proximidade, mancais de deslizamento (referência — não medida pelo Balanset-1A)ISO 7919 (vibração do eixo)
Velocidademm/s RMS10-1000 HzMonitorização geral de máquinas — desequilíbrio, desalinhamento, folga. Parâmetro padrão. O parâmetro nativo (e único) do Balanset-1A.ISO 10816, ISO 20816
Aceleraçãog ou m/s² RMS500 Hz – 20 kHzDefeitos prematuros em rolamentos, engrenamento, impactos, máquinas de alta velocidade (referência — não medida pelo Balanset-1A)ISO 15242 (vibração de rolamentos)
Conversão a uma única frequência
v = 2πf · d | a = 2πf · v = (2πf)² · d
d = deslocamento (m), v = velocidade (m/s), a = aceleração (m/s²), f = frequência (Hz). Todas as grandezas devem utilizar a mesma convenção de amplitude (todas em pico, todas em pico a pico, ou todas em RMS) — misturar deslocamento pico a pico com velocidade RMS introduz um erro de ~2,8×.
💡 Regra prática

Se tiver apenas um sensor e um parâmetro para escolher — Selecione a velocidade (mm/s RMS). Abrange a mais ampla gama de falhas comuns com resposta plana. O Balanset-1A utiliza este como parâmetro nativo. Adicione a medição de aceleração apenas quando precisar detetar defeitos em fase inicial de rolamentos ou engrenagens a altas frequências.

Técnica de medição com Balanset-1A

📋 Especificação de Medição do Balanset-1A

O Balanset-1A mede velocidade de vibração, mm/s RMS (0,2–80 mm/s). Banda de medição: 5-1000 Hz; o sensor é plano dentro de ±10% até ~550 Hz, com compensação de roll-off apenas na apresentação acima desse valor. O espectro no ecrã (definição "Spectrum, Hz") estende-se até 8 kHz — um intervalo de exibição, não uma afirmação de precisão de medição. Não existem modos de deslocamento ou aceleração nem envelope/demodulação — as secções sobre aceleração, análise de envelope e cavitação abaixo são material de referência.

Posicionamento do sensor

A qualidade do diagnóstico depende inteiramente da qualidade da medição. As forças de vibração são transmitidas pelos rolamentos, portanto, os sensores devem ser montados nas caixas dos rolamentos — o mais próximo possível do rolamento, na estrutura de suporte de carga (não nas tampas ou aletas de refrigeração).

  • Preparação da superfície: Superfície limpa, plana e sem lascas de tinta. A base magnética deve assentar completamente em contacto com a superfície.
  • Radial horizontal (H): Perpendicular ao eixo, plano horizontal. Geralmente de maior amplitude.
  • Radial vertical (V): Perpendicular ao eixo, plano vertical.
  • Axial (A): Paralelo ao eixo. Crítico para detetar desalinhamentos.
💡 Truque de diagnóstico de dois canais

O Balanset-1A possui 2 canais. Para diagnóstico, monte ambos os sensores no... mesmo rolamento — um radial, um axial. Isto dá espectros radial + axial simultâneos, permitindo a deteção instantânea de desalinhamento.

Modos de diagnóstico do Balanset-1A

  • F8 — Charts → separador "F5-Spectrum (Hz)": Visualização completa do espectro FFT. O modo de diagnóstico principal. Os outros separadores Charts — F2-Overall, F3-1x, F4-Harmonics (1x..Nx), e F6-Orbit — cobrem a vibração global, o acompanhamento 1×, os padrões harmónicos e a órbita do eixo.
  • F5 — Vibration Meter: Avaliação rápida. Compare V1s (RMS total) com V1o (1×). Se V1s ≈ V1o → desequilíbrio. Se V1s ≫ V1o → outras falhas.
  • F6 — Reports: Arquivo de medições e relatórios HTML — utilize-o para guardar valores de referência.
  • F9 — Route Inspection: Rotas de medição guiadas com zonas de tendência segundo a ISO 10816-1 — para rondas de monitorização regulares.
⚠️ V1s vs. V1o — O primeiro teste de diagnóstico

Antes de balancear, compare V1s com V1o. Se V1s ≫ V1o (por exemplo, 8 vs. 2 mm/s), a maior parte da vibração NÃO é causada por desequilíbrio. O balanceamento não resolverá o problema — examine todo o espectro.

Análise de Fase — O Diferenciador de Diagnóstico

A frequência indica-lhe o que está a vibrar; a fase diz-lhe como. Duas falhas podem produzir espectros idênticos (ambos dominados por 1×) — só a análise de fase os distingue. A fase é a relação angular entre a vibração em diferentes pontos de medição, medida em graus (0°–360°).

🧭 Fase → Tabela de Referência de Diagnóstico
Relação de FasePontos de mediçãoDiagnósticoExplicação
0° (em fase)Rolamento 1 ↔ Rolamento 2 (radial)Desequilíbrio estáticoAmbos os rolamentos movem-se em sincronia — um único ponto pesado no centro do rotor. Correção de plano único.
~180° (em antifase)Rolamento 1 ↔ Rolamento 2 (radial)Desequilíbrio dinâmico (de par)Os rolamentos oscilam em oposição — dois pontos pesados em planos diferentes criam um binário oscilante. É necessária uma correção em dois planos.
~90°Horizontal ↔ Vertical (mesmo mancal)Desequilíbrio (qualquer tipo)Normal para desequilíbrio — o vetor de força gira com o eixo, produzindo um ângulo de aproximadamente 90° entre H e V no mesmo ponto.
~180°Através do acoplamento (radial)Desalinhamento paraleloAs forças de acoplamento empurram os eixos em direções radiais opostas. Um desfasamento de 180° no acoplamento com elevada amplitude a 2× é a assinatura característica.
~180°Através do acoplamento (axial)Desalinhamento angularOs eixos alternam entre empurrar e puxar axialmente. Um desfasamento axial de 180° através do acoplamento com 1× e 2× elevados é definitivo.
Através do acoplamento (axial)Não é desalinhamento.Ambos os lados a mover-se na mesma direção axial — provavelmente expansão térmica, tensão na tubagem ou pé mole. Não se trata de desalinhamento angular.
Errático/instávelQuaisquer pontos consistentesFolga mecânicaAs leituras de fase saltam aleatoriamente entre as medições — característica de impactos em juntas frouxas. Fase instável = folga.
A derivar lentamenteEm qualquer ponto, ao longo do tempo.Ressonância ou efeitos térmicosA mudança gradual de fase durante o aquecimento sugere que a rigidez estrutural está a mudar com a temperatura (desalinhamento térmico).
Consistente, não 0/180°Rolamento 1 ↔ Rolamento 2Desequilíbrio combinado estático + de parUma fase entre 0° e 180° indica uma mistura de componentes estáticos e de binário — requer balanceamento em dois planos.
💡 Medição de fase com Balanset-1A

O Balanset-1A apresenta a fase em 1× (a leitura F1° no modo vibrómetro) utilizando o tacómetro como referência. Para comparar a fase entre dois rolamentos, meça cada rolamento na mesma direção (por exemplo, horizontal) com o tacómetro na mesma marca de referência. A diferença nas leituras de fase revela o tipo de avaria. Não é necessário software especial — basta subtrair as duas leituras.

Falha 1: Desequilíbrio

Causa: Centro de massa deslocado do eixo de rotação. Tolerâncias de fabrico, acumulação de depósitos, erosão, pá partida, peso perdido.

Espetro: Pico dominante exatamente em 1× RPM. Harmónicos muito baixos. Vibração radial. O desequilíbrio força cresce com a velocidade²; a amplitude de vibração aumenta com a velocidade, com a relação exata a depender da proximidade à ressonância. A fase é estável e repetível.

Desequilíbrio Estático (Plano Único)

Pico puro de 1×, forma de onda sinusoidal. Ambos os mancais em fase. Correção de plano único.

Desequilíbrio estático — dominante 1× a 25 Hz (1500 RPM). Harmónicos mínimos.

Desequilíbrio dinâmico (dois planos / par)

Também dominante em 1×, mas com os rolamentos desfasados em cerca de 180°. Correção em dois planos necessária.

Desequilíbrio dinâmico — 1× dominante. Espectro semelhante ao estático, mas a fase difere nos mancais.

Ação: Executar balanceamento do rotor com o Balanset-1A. Tolerância de grau G por ISO 1940-1.

Falha 2: Desalinhamento do eixo

Causa: Os eixos de veios acoplados não coincidem. Podem ser paralelos (deslocados) ou angulares (inclinados), geralmente ambos.

Desalinhamento paralelo (radial)

Altos valores de 1× e 2× na direção radial. 2× frequentemente ≥ 1×. Desfasagem de 180° no acoplamento.

Desalinhamento paralelo — direção radial. Forte 1× e 2× com leve 3×.

Desalinhamento angular — Radial

1× e 2× presentes na direção radial — qualquer um pode dominar, pelo que o espectro radial por si só não é conclusivo. A medição axial é que decide.

Desalinhamento angular — radial (R). Tanto 1× como 2× elevados (2× > 1× neste exemplo).

Desalinhamento angular — Axial

Vibração axial ≥ 50% da radial, tipicamente dominada por 1× com 2× e 3× elevados. Fase de 180° através do acoplamento, no sentido axial. Esta é a medição-chave para a distinção.

Desalinhamento angular — axial (A). 1× dominante com 2× e 3× fortes na direção axial.

Ação: O balanceamento NÃO ajudará. Pare a máquina e faça o alinhamento do eixo. Verifique novamente a vibração depois.

Falha 3: Afrouxamento mecânico

Causa: Perda de rigidez estrutural — parafusos soltos, rachaduras na fundação, assentos dos rolamentos desgastados, folgas excessivas.

Folga dos componentes

"Floresta" de harmónicos — 1×, 2×, 3×, 4×… até 10×+ com amplitude decrescente. Pode apresentar sub-harmónicos de 0,5×.

Folga de componente — muitos harmónicos de 1× a 10×. Note a subharmónica na região 0.4–0.5×.

Folga estrutural

Dominância em 1× e/ou 2×. Poucos harmónicos superiores. Forte vibração vertical.

Soltura estrutural — predominância de 1× e 2×. Harmónicos superiores mínimos.

Ação: Inspecione e aperte os parafusos de fixação. Verifique a base. Sempre verifique se há folga. antes de equilibragem.

Falha 4: Defeitos nos rolamentos

Causa: Presença de corrosão por pite, lascamento e desgaste nas pistas de rolamento, nos elementos rolantes ou na gaiola.

Frequências de defeitos em rolamentos
BPFO = (n/2)(1 − Bd/Pd·cos α) · fs
BPFI = (n/2)(1 + Bd/Pd·cos α) · fs
BSF = (Pd/2Bd)(1 - (Bd/Pd·cos α)²) · fs
FTF = ½(1 − Bd/Pd·cos α) · fs
n = elementos rolantes | Bd = diâmetro da esfera | Pd = diâmetro do passo | α = ângulo de contacto | fs = RPM/60

Defeito da pista externa (BPFO)

Série de picos em BPFO, 2×BPFO, 3×BPFO… Sem bandas laterais 1× (anel estacionário). Falha mais comum em rolamentos.

Defeito na pista externa — harmónicos BPFO em frequências não síncronas. Sem bandas laterais.

Defeito da Pista Interior (BPFI)

Harmónicos BPFI com bandas laterais de ±1× (anel rotativo, modulação da zona de carga). O padrão da banda lateral é o principal identificador.

Defeito na pista interior — harmónicos BPFI com bandas laterais de ±1× (picos menores flanqueando os picos principais).

Defeito de elemento rolante (BSF)

Harmónicos BSF. 2×BSF frequentemente dominante. Não síncronos. Frequentemente acompanhados por danos na pista.

Defeito no elemento rolante — harmónicos BSF. Observe que 2×BSF é o valor mais alto (dano em dois elementos).

Defeito na gaiola (FTF)

Fundamental subsíncrona (FTF ≈ 0.4× velocidade do veio); os seus harmónicos podem estender-se acima de 1×. Baixa frequência. Frequentemente acompanha outros danos nos rolamentos.

Defeito na gaiola — a fundamental FTF é subsíncrona (abaixo de 1×); os seus harmónicos podem estender-se acima de 1× da velocidade do veio.
Progressão de Defeitos em Rolamentos (4 Fases)

Estágio 1 — Subsuperfície: Zona ultrassónica / de emissão acústica (aproximadamente 20–60 kHz). Não visível na FFT padrão. Detetável por energia de picos / envolvente.

Estágio 2 — Defeito inicial: Os impactos excitam as frequências naturais do rolamento (aproximadamente 500–2000 Hz); as frequências de defeito discretas (BPFO, BPFI) aparecem com baixa amplitude perto do final desta fase. O Balanset-1A deteta de forma fiável as frequências de defeito discretas (dezenas a centenas de Hz) a partir do final da Fase 2.

Estágio 3 — Progressivo: Múltiplos harmónicos. As bandas laterais desenvolvem-se. O nível de ruído aumenta.

Estágio 4 — Avançado: Ruído de banda larga. As frequências de rolamento podem desaparecer no ruído. Substituição urgente.

Análise de Envoltória (Desmodulação) — Detecção Precoce de Defeitos em Rolamentos

A análise espectral FFT padrão deteta defeitos de rolamentos a partir do final da Fase 2. Antes disso, os impactos do rolamento são demasiado fracos — e de frequência demasiado elevada — para aparecerem acima do nível de ruído. Análise de envelope (também chamada de demodulação ou detecção de alta frequência, HFD) estende a detecção a fases muito mais precoces.

Como funciona

Quando um elemento rolante atinge um defeito, gera um breve pulso de impacto que excita ressonâncias estruturais de alta frequência (tipicamente de 5 a 20 kHz). Estas ressonâncias "ressoam" brevemente a cada impacto. A análise de envelope funciona em três etapas:

  1. Filtro passa-banda: Isole a faixa de ressonância de alta frequência (por exemplo, 5–15 kHz) onde os impactos reverberam.
  2. Retificar e envolvente: Extraia o padrão de modulação de amplitude — o "envelope" que segue os picos da oscilação.
  3. FFT do envelope: Aplique a FFT ao sinal do envelope. O resultado mostra o taxa de repetição de impactos — o que equivale às frequências de defeitos nos rolamentos (BPFO, BPFI, BSF, FTF).
Por que o Envelope detecta mais cedo

No espectro bruto, um impacto fraco no BPFO pode produzir 0,1 mm/s — invisível em meio ao ruído da máquina de 2 mm/s. Mas esse mesmo impacto excita uma ressonância em 8 kHz, onde não há outra fonte de vibração. Após a demodulação, o padrão de repetição do BPFO emerge claramente de um fundo limpo.

Parâmetros relacionados

  • Energia de pico (SE): Medição geral da energia de impacto de alta frequência. Valor de tendência escalar. Útil para triagem "aprovado/reprovado".
  • gSE / HFD / PeakVue: Nomes específicos do fornecedor para parâmetros derivados do envelope. Todos baseados no mesmo princípio.
  • Envolvente de aceleração: O Balanset-1A mede em velocidade (mm/s). Para uma análise de envelope completa, um analisador dedicado com entrada de aceleração e capacidade de filtragem passa-banda é ideal. No entanto, a FFT do Balanset-1A ainda consegue detetar eficazmente as frequências discretas de defeitos de rolamentos no espectro de velocidade padrão a partir do final da Fase 2.
Espectro de envoltória do defeito na pista interna — os harmónicos BPFI emergem claramente do sinal de alta frequência desmodulado. Compare com o espectro de velocidade bruto, onde estes podem estar ocultos no ruído.

Ação: Verificar lubrificação. Planear a substituição dos rolamentos. Aumentar a frequência de monitorização.

Falha 5: Defeitos na engrenagem

Causa: Dentes desgastados, corroídos ou quebrados. Excentricidade da engrenagem. GMF = número de dentes × RPM do eixo / 60.

Excentricidade da engrenagem

GMF com bandas laterais a ±1× da velocidade do eixo. O 1× da engrenagem também pode ser elevado.

Excentricidade da engrenagem — GMF a 500 Hz com bandas laterais de ±1×. Elevada em 1×.

Desgaste/danos nos dentes da engrenagem

Múltiplos harmónicos GMF com bandas laterais densas. A intensidade acompanha a contagem e a amplitude das bandas laterais.

Desgaste da engrenagem — GMF e 2×GMF com múltiplas bandas laterais em intervalos de 1×.

Ação: Verifique se há partículas metálicas no óleo da caixa de engrenagens. Agende uma inspeção. Monitorize a tendência da banda lateral GMF.

Avaria 6: Avarias Elétricas (Motores)

Falhas eletromagnéticas produzem vibração em 2× frequência da linha (100 Hz em redes de 50 Hz, 120 Hz em redes de 60 Hz). Teste crítico: a vibração desaparece. imediatamente Quando há um corte de energia, as falhas mecânicas dissipam-se gradualmente.

  • Excentricidade do estator: 2× frequência da linha, amplitude constante.
  • Defeitos na barra do rotor: Bandas laterais em torno da velocidade de funcionamento 1×, espaçadas à frequência de passagem de polos (deslizamento × número de polos — tipicamente 0,5–2 Hz, pelo que é necessária uma resolução de frequência fina para as separar). Também pode aparecer uma frequência de passagem de barras do rotor (número de barras × velocidade do eixo) com bandas laterais à frequência de linha 2×.
  • Pé macio: A vibração muda quando os pés individuais do motor são afrouxados.

Falha 7: Problemas na transmissão por correia

Causa: Correias desgastadas, desalinhadas ou com tensão inadequada. As transmissões por correia geram vibração no frequência de passagem da correia, que normalmente é uma frequência subsíncrona (abaixo de 1× a velocidade do eixo), visto que a correia é mais longa que a circunferência da polia.

Frequência da correia
fcorreia = (π · D · RPM) / (60 · L)
D = diâmetro da polia (m) | L = comprimento da correia (m) | RPM = velocidade da polia

Assinaturas de cinto comuns

  • Desgaste/defeito da correia: Picos na frequência da correia (fcorreia) e os seus harmónicos (2×, 3×, 4× fcorreia). A fundamental aparece abaixo de 1× da velocidade do veio — um pico subsíncrono é o indicador-chave; harmónicos superiores podem estender-se acima de 1×.
  • Desalinhamento da correia: Vibração axial elevada a 1× e 2× da velocidade do eixo. Semelhante ao desalinhamento do eixo, mas restrita à máquina acionada por correia.
  • Tensão inadequada: Vibração elevada (1×) que varia drasticamente com o ajuste da tensão da correia. Correias muito apertadas aumentam a carga nos rolamentos; correias frouxas causam batimentos e picos na frequência da correia.
  • Ressonância: A frequência natural da correia ("flutter" da correia) pode ser excitada se a ressonância do vão da correia coincidir com a velocidade de operação. É visível como um pico amplo na frequência natural da correia.
Defeito de acionamento por correia — a fundamental da frequência da correia é subsíncrona; os seus harmónicos estendem-se até e acima de 1× da velocidade do veio (25 Hz).

Ação: Verifique o estado da correia, a tensão e o alinhamento da polia. Substitua as correias desgastadas. Para problemas recorrentes, verifique o alinhamento da polia com uma ferramenta a laser ou uma régua.

Falha 8: Cavitação da bomba

Causa: As bolhas de vapor formam-se e colapsam violentamente quando a pressão local desce abaixo da pressão de vapor do líquido — tipicamente na aspiração da bomba. Cada colapso de bolha cria um microimpacto. Milhares de colapsos por segundo geram um ruído característico de banda larga.

Assinatura Espectral

  • Energia de banda larga: Ao contrário das falhas mecânicas (que produzem picos discretos), a cavitação gera um piso de ruído elevado e irregular, espalhado por uma banda de frequência larga — no gráfico abaixo, desde aproximadamente 200 Hz até ao limite do intervalo apresentado. O espectro parece uma "elevação" ou um planalto elevado, em vez de picos nítidos.
  • Aleatório, não periódico: Sem harmónicos, sem relação com a velocidade do veio. O ruído soa como "cascalho" ou "crepitações" — audível mesmo sem instrumentos.
  • Efeitos de baixa frequência: A cavitação severa também pode causar instabilidade em 1× e ruído de banda larga de baixa frequência devido à turbulência do fluxo.
Cavitação da bomba — ruído de banda larga de alta frequência (nível elevado acima de 200 Hz). Sem picos discretos — contraste com defeitos em rolamentos, que apresentam frequências específicas.

Ação: Aumente a pressão de sucção (baixe a bomba, abra a válvula de sucção, reduza as perdas na tubagem de sucção). Verifique o NPSH.disponível vs. NPSHobrigatório. Reduza a velocidade da bomba, se possível. A cavitação causa danos por erosão rápida — não a ignore.

Falha 9: Redemoinho e chicoteamento de óleo (Mancais de deslizamento)

Causa: Instabilidade do filme de óleo em chumaceiras (casquilhos). A cunha de óleo força o eixo a orbitar dentro da folga da chumaceira a uma frequência sub-síncrona. Isto é distinto dos defeitos de rolamentos de elementos rolantes e ocorre apenas em chumaceiras lisas. A visualização da órbita do eixo — o F8 — Charts → separador F6-Orbit no Balanset-1A — é a forma clássica de observar o comportamento de chumaceiras de deslizamento.

Redemoinho de óleo

  • Frequência: Aproximadamente 0,42× a 0,48× velocidade do eixo (frequentemente citada como ~0,43×). Este é um pico sub-síncrono que acompanha a velocidade do eixo — se a RPM aumenta, a frequência de precessão aumenta proporcionalmente.
  • Espetro: Um único pico em torno de 0,43× que se desloca com a velocidade. A amplitude pode ser moderada.
  • Estado: Precursor do chicote de óleo. Geralmente não é imediatamente destrutivo, mas indica instabilidade.

Chicote de óleo

  • Frequência: Trava primeiro no rotor frequência natural (velocidade crítica). Ao contrário do whirl, ele NÃO acompanha a velocidade do eixo — a frequência permanece constante conforme a RPM muda.
  • Espetro: Pico sub-síncrono acentuado na primeira velocidade crítica do rotor. A amplitude pode ser muito alta — destrutiva.
  • Estado: Perigoso. É necessária uma ação imediata. Pode causar a destruição do rolamento e danos no eixo.
Turbilhão de óleo — pico sub-síncrono em ~0,43× a velocidade do eixo (≈ 10,7 Hz para 1500 RPM). Distinto da folga de 0,5×.
⚠️ Redemoinho de óleo vs. folga — Como distinguir

Ambos produzem picos sub-síncronos, mas: Redemoinho de óleo situa-se em ~0.42–0.48× (não é uma ordem-meia exata), enquanto frouxidão gera picos exatamente em 0.5×, 1.5×, 2.5× — frações precisas de meia ordem. Ambos acompanham a velocidade do veio à medida que esta muda; o que não acompanha a velocidade é chicote de óleo, que se fixa na primeira frequência crítica do rotor. O Oil Whirl só ocorre em chumaceiras de deslizamento — se a máquina tiver rolamentos de rolos, não pode ser Oil Whirl.

Ação: Para vorticidade de óleo (oil whirl): verifique a folga do mancal, a viscosidade do óleo e a carga. Aumente a carga no mancal ou altere a viscosidade do óleo. Para chicoteamento de óleo (oil whip): reduzir a velocidade imediatamente abaixo do limite crítico. Consulte um especialista em dinâmica de rotores.

ISO 10816 Severidade de Vibração — Tabela de Classificação

A ISO 10816-1 (a parte geral da série ISO 10816, substituída pela ISO 20816 mas ainda amplamente referenciada) define zonas de severidade de vibração para quatro classes de máquinas. A vibração é medida como velocidade em mm/s RMS nas caixas dos rolamentos. A tabela abaixo mostra todos os limites de zona para as quatro classes — utilize-a como referência rápida ao avaliar medições. Note-se que a ISO 10816-3 (atualmente ISO 20816-3), que abrange máquinas industriais acima de 15 kW a funcionar entre 120 e 15 000 RPM, utiliza um esquema diferente — dois grupos de máquinas com classes de apoio rígido ou flexível — em vez das Classes I–IV aqui apresentadas.

📋 Zonas de severidade de vibração ISO 10816-1 — Classes de máquinas I–IV (mm/s RMS)
Classe de máquina Zona A
Bom
Zona B
Aceitável
Zona C
Alerta
Zona D
Perigo
Classe I
Máquinas pequenas ≤ 15 kW
(bombas, ventiladores, compressores)
≤ 0,71 0,71 – 1,8 1,8 – 4,5 > 4,5
Classe II
Máquinas médias de 15 a 75 kW
(sem fundação especial)
≤ 1,12 1,12 – 2,8 2,8 – 7,1 > 7,1
Classe III
Máquinas de grande porte > 75 kW
(fundação rígida)
≤ 1,8 1,8 – 4,5 4,5 – 11,2 > 11,2
Classe IV
Máquinas de grande porte > 75 kW
(fundação flexível, por exemplo, estrutura de aço)
≤ 2,8 2,8 – 7,1 7,1 – 18 > 18
📌 Como usar esta tabela

Passo 1: Determine a classe da sua máquina pela potência e pelo tipo de fundação.
Passo 2: Meça a velocidade de vibração total (mm/s RMS) em cada alojamento do rolamento na direção radial.
Passo 3: Encontre a zona. Zona A = recém-comissionado ou excelente. Zona B = operação irrestrita a longo prazo. Zona C = aceitável apenas por períodos limitados — manutenção programada. Zona D = Estão a ocorrer danos — pare a máquina o mais rapidamente possível.

Lembrar: As tendências importam mais do que os valores absolutos. Uma máquina a funcionar a 2,4 mm/s (Zona B para a Classe II) que estava anteriormente a 1,2 mm/s duplicou — investigue a causa mesmo que ainda esteja "aceitável." O modo vibrómetro do Balanset-1A (F5) apresenta a velocidade global V1s para uma avaliação instantânea da zona.

⚠️ ISO 10816 vs. ISO 20816

A norma ISO 10816 foi formalmente substituída pela ISO 20816 (publicada entre 2016 e 2022). Os limites das zonas permanecem semelhantes para a maioria dos tipos de máquinas, mas a ISO 20816 adiciona critérios de avaliação para deslocamento e expande as partes específicas para cada máquina. Na prática, os valores da ISO 10816 continuam a ser a referência padrão do sector. Tanto o Balanset-1A como a maioria dos programas de vibração industrial ainda utilizam as zonas da ISO 10816.

Da medição à monitorização

Análise de Tendências

Um único espectro é um instantâneo. O poder da análise de vibração é análise de tendências — acompanhar as mudanças ao longo do tempo.

  • Criar uma linha de base: Meça equipamento novo ou em bom estado conhecido. Guarde os espectros — do Balanset-1A F6 — Reports o arquivo guarda medições e relatórios HTML.
  • Estabelecer intervalos: Crítico: semanal. Padrão: mensal. Auxiliar: trimestral.
  • Garantir a repetibilidade: Mesmos pontos, mesmas direções, mesmas condições de operação.
  • Acompanhar alterações: Um aumento de 2× em relação ao valor de referência é significativo, mesmo na Zona ISO A.
  • Utilize rotas de medição: do Balanset-1A F9 — Route Inspection orienta rondas de medição repetíveis e compara as leituras com as zonas da ISO 10816-1.

Algoritmo de decisão

  1. Obtenha um espectro de qualidade (gráficos F8, radial + axial).
  2. Identifique o pico mais alto — este é o problema dominante.
  3. Correspondência com o tipo de falha:
    • 1× domina → Desequilíbrio → Equilibrar com Balanset-1A.
    • 2× domina + axial alto → Desalinhamento → Realinhar os eixos.
    • Muitos harmónicos → Folga → Inspecione e aperte.
    • Picos não síncronos → Rolamento → Planear a substituição.
    • GMF + bandas laterais → Engrenagem → Verificar óleo, inspecionar a caixa de engrenagens.
  4. Corrija primeiro a falha principal — os sintomas secundários geralmente desaparecem.

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Analisador de Vibração + Balanceador

Analisador de espectro FFT de 2 canais, vibrómetro, balanceamento de um & dois planos, tolerância ISO 1940 — tudo num único kit portátil.

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